terça-feira, 2 de abril de 2013

O novo funcionário



Era janeiro de 2013 e o Presidente de uma Empresa de Transportes, que chamarei aqui de Cláudio,  deu uma grande festa para a despedida de seu melhor empregado, o Sr. Nelson, que há anos era seu braço direito.

Passado o dia da festa e sem seu querido funcionário, o seu Cláudio, como é chamado, solicitou ao setor de RH que fizesse um processo de seleção para preencher a vaga que urgente precisava ser preenchida, mas como último pedido, consultou o RH e fez um simples pedido: Que entrassem em contato com o Sr. Nelson para que com sua grande sabedoria ajudasse a empresa a encontra um candidato qualificado ao cargo. Este cargo é para gerenciar todos os motoristas. Organizar palestras, treinamentos, controlar entrada e saída e comandar a equipe de logística.

Já no primeiro dia surgiu um candidato, Adriano. Primeiramente, o Presidente da empresa o chamou a sua sala, para conhecê-lo melhor. E logo ficou maravilhado, e já tinha a certeza que, nem precisava de outra pessoa para a seleção. Era um jovem muito competente, como mostrava em seu currículo, cheio de energia. Um candidato compromissado, comunicativo, com uma capacidade criativa enorme, se mostrava um líder obstinado a atingir todos os objetivos projetados pela empresa, em fim, seu Cláudio chamou o Sr. Nelson, pediu sinceras desculpas, agradeceu-lhe por dispor de seu tempo, e disse-lhe que já havia encontrado seu novo Gerente, e que agora, já aposentado, poderia ir descansar e curtir as alegrias com a família.

Porém, já que foi chamado para ajudar, e estava ali para sua última colaboração para com a empresa que praticamente ajudou a construir, fez seu último pedido ao Presidente. Gostaria de realizar um simples teste com o futuro substituto. E sua solicitação foi atendida.

O Sr. Nelson fez um simples pedido para testar Adriano, averiguar três carros, checar a quilometragem, combustível e solicitar a um motorista que fizesse a coleta de uma mercadoria em um dos clientes da empresa, e entregasse ao destinatário.

Havia ali um antigo fusca, o primeiro veículo da empresa. Estava encostado no canto, logo ao lado dos novos e belos veículos. Depois de checar o carro, Adriano, estranhamente, ordenou cheio de intolerância e com certo preconceito ao motorista, achando que estava o sacaneando, que pegasse as chaves do fusca e realizasse a coleta e entrega do pedido.

O motorista, já um pouco chateado, acostumado com a delicadeza do Sr. Nelson, buscou a chave, ligou o fusca e saiu para realizar o serviço. De repente, todos estranham a atitude do jovem Adriano, que imediatamente ao ouvir o ronco do fusca, ajoelhou-se no chão e chorando, dizia não acreditar no que estava vendo, dizia que ali estava diante de um milagre. Vendo esta cena de longe, o Presidente chega e pergunta ao Sr. Nelson o que estava acontecendo.

Antecipado e interrompendo Sr. Nelson, Adriano diz: “seu Cláudio, aquele motorista saiu com o fusca, logo o fusca. Eu mesmo fiscalizei e chequei o carro e notei que estava sem motor, eu mesmo abri o capo do carro e percebi que o motor não estava lá, era impossível ele sair andando.”


O Sr. Nelson, com toda sua delicadeza, chega ao Presidente da empresa e diz: “Está vendo seu Cláudio, de que adianta tantas qualidades se na hora de demonstrar sabedoria, além de demonstrar demasiada autoridade e desrespeito, o seu novo contratado Adriano não soube checar o mais simples elemento, que o motor do fusca fica atrás!”

Podemos ter os melhores estudos e acharmos que sabemos de tudo. Mas a vida não é assim. Devemos buscar cada vez mais aprender, principalmente com os mais velhos, os mais experientes. Não devemos dispensar seus conselho, devemos ser humildes e aceitar e solicitar ajuda, pois certamente, sempre existe alguém que sabe mais que nós e que está disposto a ajudar-nos.
 

sábado, 30 de março de 2013

Páscoa e gestão

Ao ler o título você pensou que o coelhinho da páscoa estava gerindo bem seus ovos de chocolate na entrega, não é mesmo?
Não discorro neste artigo sobre o mito, crença religiosa ou até mesmo consumismo que gira em torno do feriado de Páscoa.
Na minha maneira de ver e sentir o mundo, a Páscoa é um momento de Amor e Perdão.
E amor e perdão são sentimentos intrínsecos ao verdadeiro exemplo de gestão em negócios.
Como assim?
Para fazer um trabalho como o de advogado (seja corporativo, singular ou público) somente com muito amor.
Amor a profissão em primeiro lugar.
Amor a paciência, para aguentar decisões exdrúxulas e muitas vezes burras.
Amor a verdade, para estabelecer o melhor da relação entre as partes com o juízo.
Amor ao cliente, para pensar em todos os angulos a melhor solução para ele.
Amor a justiça, pois ela como objetivo pode trazer uma visão diferente do problema do cliente.
E além de amor a tudo isto e muito mais, tem que existir o perdão:
Perdão a si mesmo, pois falhas acontecem e nada melhor que um dia depois do outro para recomeçar.
Perdão ao próximo, seja ele outro advogado, cliente, juiz, que muitas vezes pode até te ofender, mas o bom senso manda agir com parcimonia e calma.
Perdão as atitudes dos funcionários (dentro do limite do razoável), pois por mais que o sócio/líder seja rápido, eficiente e criativo, nem sempre o funcionário o será nesta velocidade (senão seria dono e não empregado) e recordar que toda tribo precisa de caciques e índios.
Enfim, ao amar e perdoar, estamos em sintonia com o universo para agirmos no nosso melhor ser em cada momento.
Por decorrencia lógica, ao ser nós mesmos em nossa total potencialidade, teremos mais oportunidades de sucesso e crescimento.
Páscoa, símbolo do amor e perdão, que são essenciais em qualquer negócio, assim como a gestão.
Aproveite o feriado para fazer esta reflexão.

Texto de: Gustavo Rocha
http://www.administradores.com.br/artigos/administracao-e-negocios/pascoa-e-gestao/69608/