Era janeiro de 2013 e o
Presidente de uma Empresa de Transportes, que chamarei aqui de Cláudio, deu uma grande festa para a despedida de seu
melhor empregado, o Sr. Nelson, que há anos era seu braço direito.
Passado o dia da festa e sem seu
querido funcionário, o seu Cláudio, como é chamado, solicitou ao setor de RH
que fizesse um processo de seleção para preencher a vaga que urgente precisava
ser preenchida, mas como último pedido, consultou o RH e fez um simples pedido:
Que entrassem em contato com o Sr. Nelson para que com sua grande sabedoria
ajudasse a empresa a encontra um candidato qualificado ao cargo. Este cargo é
para gerenciar todos os motoristas. Organizar palestras, treinamentos,
controlar entrada e saída e comandar a equipe de logística.
Já no primeiro dia surgiu um
candidato, Adriano. Primeiramente, o Presidente da empresa o chamou a sua sala,
para conhecê-lo melhor. E logo ficou maravilhado, e já tinha a certeza que, nem
precisava de outra pessoa para a seleção. Era um jovem muito competente, como
mostrava em seu currículo, cheio de energia. Um candidato compromissado,
comunicativo, com uma capacidade criativa enorme, se mostrava um líder
obstinado a atingir todos os objetivos projetados pela empresa, em fim, seu Cláudio
chamou o Sr. Nelson, pediu sinceras desculpas, agradeceu-lhe por dispor de seu
tempo, e disse-lhe que já havia encontrado seu novo Gerente, e que agora, já
aposentado, poderia ir descansar e curtir as alegrias com a família.
Porém, já que foi chamado para
ajudar, e estava ali para sua última colaboração para com a empresa que
praticamente ajudou a construir, fez seu último pedido ao Presidente. Gostaria
de realizar um simples teste com o futuro substituto. E sua solicitação foi
atendida.
O Sr. Nelson fez um simples
pedido para testar Adriano, averiguar três carros, checar a quilometragem, combustível
e solicitar a um motorista que fizesse a coleta de uma mercadoria em um dos
clientes da empresa, e entregasse ao destinatário.
Havia ali um antigo fusca, o
primeiro veículo da empresa. Estava encostado no canto, logo ao lado dos novos
e belos veículos. Depois de checar o carro, Adriano, estranhamente, ordenou
cheio de intolerância e com certo preconceito ao motorista, achando que estava o
sacaneando, que pegasse as chaves do fusca e realizasse a coleta e entrega do
pedido.
O motorista, já um pouco
chateado, acostumado com a delicadeza do Sr. Nelson, buscou a chave, ligou o
fusca e saiu para realizar o serviço. De repente, todos estranham a atitude do
jovem Adriano, que imediatamente ao ouvir o ronco do fusca, ajoelhou-se no chão
e chorando, dizia não acreditar no que estava vendo, dizia que ali estava
diante de um milagre. Vendo esta cena de longe, o Presidente chega e pergunta
ao Sr. Nelson o que estava acontecendo.
Antecipado e interrompendo Sr.
Nelson, Adriano diz: “seu Cláudio, aquele motorista saiu com o fusca, logo o
fusca. Eu mesmo fiscalizei e chequei o carro e notei que estava sem motor, eu
mesmo abri o capo do carro e percebi que o motor não estava lá, era impossível
ele sair andando.”
O Sr. Nelson, com toda sua
delicadeza, chega ao Presidente da empresa e diz: “Está vendo seu Cláudio, de
que adianta tantas qualidades se na hora de demonstrar sabedoria, além de
demonstrar demasiada autoridade e desrespeito, o seu novo contratado Adriano
não soube checar o mais simples elemento, que o motor do fusca fica atrás!”
Podemos ter os melhores estudos e
acharmos que sabemos de tudo. Mas a vida não é assim. Devemos buscar cada vez
mais aprender, principalmente com os mais velhos, os mais experientes. Não
devemos dispensar seus conselho, devemos ser humildes e aceitar e solicitar ajuda,
pois certamente, sempre existe alguém
que sabe mais que nós e que está disposto a ajudar-nos.